sábado, 11 de abril de 2015

Um Lugar Chamado Notting Hill


Will (Hugh Grant), pacato dono de livraria especializada em guias de viagem, recebe a inesperada visita de uma cliente muito especial: a estrela de cinema americana Anna Scott (Julia Roberts). 

Dois ou três encontros fortuitos mais tarde, Will e Anna iniciam um relacionamento tenro, engraçado e cheio de idas e vindas.










sexta-feira, 10 de abril de 2015

Flor do Deserto


Waris Dirie (Soraya Omar-Scego / Liya Kebede) nasceu em uma família de criadores de gado nômades, na Somália.

 Aos 13 anos, para fugir de um casamento arranjado, ela atravessou o deserto por dias até chegar em Mogadishu, capital do país. 

Seus parentes a enviaram para Londres, onde trabalhou como empregada na embaixada da Somália.

 Ela passa toda a adolescência sem ser alfabetizada. 

Quando vê a chance de retornar ao país, ela descobre que é ilegal da Somália e não tem mais para onde ir. 

Com a ajuda de Marylin (Sally Hawkins), uma descontraída vendedora, Waris consegue um abrigo. 

Ela passa a trabalhar em um restaurante fast food, onde é descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson (Timothy Spall). 

Através da ambiciosa Lucinda (Juliet Stevenson), sua agente, Waris torna-se modelo. Só que, apesar da vida de sucesso, ela ainda sofre com as lembranças de um segredo de infância.










Esse não foi o primeiro papel no cinema da bela etíope, que já participou do filme O Senhor da Armas, com Nicolas Cage, e O Bom Pastor, com Matt Damon e Angelina Jolie. Como modelo, ela foi a primeira mulher negra a estrelar uma campanha da Estée Lauder, já foi capa de inúmeras edições da Vogue americana, francesa, italiana e japonesa. Foi eleita pela revista Forbes a 11ª modelo mais bem paga do mundo, em 2006. Como se não bastasse, ela tem uma fundação de caridade (The Liya Kebede Foundation) para melhorar as condições de parto e salvar mães e crianças. Além da uma marca de roupas, a Lemlem,  que visa dar independência econômica à Etiópia e preservar roupas feitas com um tecido típico da região.




Closer

Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida que conhece e seduz Dan Woolf (Jude Law), um jornalista sem sucesso tentando lançar um livro, os dois acabam tendo um rápido envolvimento. 

A seguir, Anna conhece Larry Gray (Clive Owen) de uma forma um tanto inusitada, e, mais tarde, se casa com ele. 

Dan mantém um caso com Anna mesmo depois de seu casamento e usa a misteriosa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como sua musa inspiradora, sem saber que Alice carrega diversos segredos ainda não revelados.





















segunda-feira, 6 de abril de 2015

Cinderela

Após a trágica e inesperada morte do seu pai, Ella (Lily James) fica à mercê da sua terrível madrasta, Lady Tremaine (Cate Blanchett), e suas filhas Anastasia e Drisella.

 A jovem ganha o apelido de Cinderela e é obrigada a trabalhar como empregada na sua própria casa, mas continua otimista com a vida. Passeando na floresta, ela se encanta por um corajoso estranho (Richard Madden), sem desconfiar que ele é o príncipe do castelo.

Cinderela recebe um convite para o grande baile e acredita que pode voltar a encontrar sua alma gêmea, mas seus planos vão por água abaixo quando a madrasta má rasga seu vestido. Agora, será preciso uma fada madrinha (Helena Bonham Carter) para mudar o seu destino...






Um Momento Pode Mudar Tudo



Kate (Hilary Swank) é uma pianista clássica sofisticada, casada, extremamente bem sucedida e recém diagnosticada com ELA (esclerose lateral amiotrófica, também conhecida como doença de Lou Gehrig). Bec (Emmy Rossum) é uma estudante impertinente e aspirante a cantora de rock que mal consegue dar conta do descontrole caótico de sua vida tanto no aspecto romântico quanto em outras áreas.

No entanto, quando Bec aceita uma tentativa desesperada de emprego para dar assistência a Kate, enquanto o casamento de Kate e Evan (Josh Duhamel) se deteriora, ambas passam a se apoiar em algo que se torna um laço não convencional, por vezes conflituoso e ferozmente honesto.


De um ano para cá, a discussão sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA) teve grande destaque na mídia, para alegria dos portadores da doença e familiares que lutam pela pesquisa de novos tratamentos.

Primeiro, foi o incrível —e polêmico— fenômeno do meme do "Ice Bucket Challenge" em meados de 2014, quando se multiplicaram os vídeos de celebridades que tinham um balde de gelo jogado sobre a cabeça e desafiavam outras três pessoas a fazerem o mesmo ou doarem 100 dólares para uma ONG que luta pela conscientização sobre a ELA. Geralmente, eles faziam as duas coisas, seja por verdadeira comoção ou por sua imagem pública.

O assunto voltou à tona com o lançamento da cinebiografia sobre o físico e cosmólogo Stephen Hawkings, portador da doença há mais de 50 anos, contrariando a baixa expectativa de vida dada pelos médicos.

Ainda mais porque, na pele do cientista britânico em "A Teoria de Tudo" (2014), Eddie Redmayne ganhou o Oscar de melhor ator. Nesta mesma edição, Julianne Moore finalmente recebeu a sua estatueta por sua protagonista diagnosticada com o mal de Alzheimer em "Para Sempre Alice" (2014), filme dirigido por Richard Glatzer, junto com seu parceiro Wash Westmoreland —este, falecido no último dia 10 de março, justamente por complicações da ELA.

Produzido antes desses dois filmes, mas estreando no Brasil somente agora, "Um Momento Pode Mudar Tudo" (2014) tem o seu foco na relação que se estabelece entre Kate (Hilary Swank), uma designer e pianista clássica diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica, e sua nova cuidadora e compositora frustrada, Bec (Emmy Rossum), que não tem talento nem para exercer a sua função, nem para se encontrar em sua vida amorosa e profissional. Uma amizade inusitada que se fortalece quando o relacionamento da paciente, aparentemente perfeito, com o seu marido Evan (Josh Duhamel) manifesta uma crise.

Como já dá para perceber, a produção segue o caminho já trilhado por "Intocáveis" (2011), com a diferença que o grande sucesso francês apostava num tom de comédia e mais humanidade aos seus personagens, enquanto este investe no melodrama.

A atuação de Hilary Swank não é digna de prêmio, mas o que ela consegue fazer a partir do material relembra porque a atriz tem duas estatuetas do Oscar em casa —uma por "Meninos Não Choram" (1999) e a outra por "Menina de Ouro" (2004). Swank dá vida ao papel não é só nos efeitos da progressão da doença, indo da restrição dos movimentos à alteração da respiração e da fala, mas principalmente nos pequenos detalhes da luta da personagem entre a resignação e inconformidade, como nos olhares.

Emmy Rossum tem nas mãos um tipo muito parecido, mas não tão desenvolvido quanto sua protagonista na série norte-americana "Shameless" (2011-). Bec se torna mais interessante quando deixa de ser apenas um estereótipo de garota desajustada, se acalma e mostra porque se comporta assim e como é mais do que isso.

Para quem conhece o talento musical da atriz desde "O Fantasma da Ópera" (2004), entre outros trabalhos, e deve estar se perguntando se ela canta neste filme, pelo perfil de sua personagem, a resposta é sim. Mas Emmy solta sua voz apenas uma vez e na cena conjunta com os créditos finais do filme.